
“IA jamais substituirá professores”, afirma dirigente durante audiência sobre tecnologia na educação
Em uma audiência pública recente na Assembleia Legislativa do Paraná, representantes da educação estadual, especialistas em tecnologia e parlamentares debateram os impactos da inteligência artificial (IA) nas escolas públicas. Organizadoras do encontro, as deputadas Ana Júlia Ribeiro e Carol Dartora reuniram lideranças para discutir desafios e oportunidades desta nova era tecnológica.
Mediação humana como alicerce da educação
O presidente do APP-Sindicato, Hermes Leão, destacou que a IA não pode tornar obsoleto o papel humano no ensino. Ele reforçou que o olhar atento, a sensibilidade e o compromisso social dos professores são insubstituíveis. A inteligência artificial pode apoiar atividades pedagógicas, mas não deve substituir o elemento humano que sustenta a verdadeira experiência educacional.
Questões levantadas por especialistas
Pesquisadores que participaram da audiência reforçaram a ideia de que a IA deve ser vista como ferramenta auxiliar — útil no planejamento de aulas, na personalização do ensino e na otimização de rotinas escolares, mas sempre mediada por docentes. A pedagoga Renata Custódio, da UEL, destacou que o professor precisa ser protagonista, e não apenas um executor de conteúdos produzidos pela máquina.
Ética, formação contínua e autonomia docente
O sindicato apresentou uma série de recomendações importantes para a implementação da tecnologia no sistema educacional:
- Formação contínua para docentes, garantindo que eles estejam preparados para usar ferramentas digitais de maneira consciente e crítica.
- Garantia de privacidade e segurança no uso de dados pessoais dos estudantes.
- Definição de critérios éticos claros dentro das políticas públicas, para que a IA seja aliada, e não agente de precarização da educação.
Conclusão com foco no equilíbrio entre tecnologia e valorização humana
Ao final da audiência, ficou reforçada a necessidade de avançar no debate sobre como integrar a IA ao sistema de ensino com cautela e responsabilidade. A proposta é clara: que a tecnologia caminhe como suporte, mas jamais como substituta da educação humanizada. A continuidade dessa discussão está prevista para ocorrer não só nas escolas, como também no Ministério da Educação, com vistas a formular diretrizes que equilibrem inovação e valorização dos profissionais da educação.
Fonte: Adaptado a partir da reportagem da APP-Sindicato sobre a audiência pública realizada em 26 de agosto de 2025.

