China insere IA no currículo desde os 6 anos rumo à liderança tecnológica até 2049

China insere IA no currículo desde os 6 anos rumo à liderança tecnológica até 2049

O governo chinês decidiu integrar a inteligência artificial ao currículo escolar já a partir do ensino fundamental. As crianças terão acesso a aulas introdutórias sobre IA, como uso de chatbots, e aprenderão lógica algorítmica junto com habilidades práticas de programação até o ensino médio

O governo chinês decidiu integrar a inteligência artificial ao currículo escolar já a partir do ensino fundamental. As crianças terão acesso a aulas introdutórias sobre IA, como uso de chatbots, e aprenderão lógica algorítmica junto com habilidades práticas de programação até o ensino médio.

Essa ação é parte de um plano abrangente de longo prazo que busca fortalecer a posição tecnológica do país. Em 2023, houve uma ampla reestruturação universitária que cortou cursos menos estratégicos, priorizando áreas como computação, robótica e engenharia — um movimento que agora se estende à educação básica .

Os resultados educacionais reforçam essa estratégia: em 2022, alunos chineses lideraram o ranking Pisa em leitura, matemática e ciências, superando com folga a média da OCDE. Isso embasa a crença do governo de que a educação pode ser um pilar da competitividade global.

O presidente Xi Jinping defende que a IA deve estar presente desde cedo: durante visita a centros de pesquisa em Xangai, ele declarou que essa iniciativa é “causa da juventude” e essencial para formar cidadãos capazes de operar, programar e criar com IA antes mesmo da universidade .

Essa expansão da política “AI+” no sistema educacional mobiliza uma geração inteira para lidar com algoritmos e automação, consolidando a meta da China de se firmar como potência em IA até 2049, no centenário da República Popular.


Fonte: Exame — “China aposta em IA para crianças de 6 anos; plano mira liderança tecnológica até 2049” (20 de agosto de 2025)

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