Artigos – Educação Adventista e Tecnologia https://adventista.adv.br colégio adventista, educação adventista, tecnologia, inteligencia artificial Wed, 01 Oct 2025 18:51:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 247382687 Estudantes desenvolvem projeto de inclusão para deficientes visuais e avançam em mostra científica https://adventista.adv.br/estudantes-desenvolvem-projeto-de-inclusao-para-deficientes-visuais-e-avancam-em-mostra-cientifica/ https://adventista.adv.br/estudantes-desenvolvem-projeto-de-inclusao-para-deficientes-visuais-e-avancam-em-mostra-cientifica/#respond Wed, 01 Oct 2025 18:47:26 +0000 https://adventista.adv.br/?p=3311 Alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Domênico Carlino, em Putinga (RS), criaram um protótipo inovador voltado à inclusão de pessoas com deficiência visual. O projeto, que alia sustentabilidade, acessibilidade e tecnologia, foi classificado para a etapa estadual da Mostra Científica e Cultural, que acontecerá em Porto Alegre.

A iniciativa contou com o empenho dos estudantes e orientação das professoras responsáveis, superando desafios como os altos custos das peças e a necessidade de reposição de materiais durante os testes. Apesar das dificuldades, o protótipo está em funcionamento e busca proporcionar mais autonomia aos usuários.

Mais do que um trabalho escolar, a ação reforça a importância de unir ciência, inovação e responsabilidade social, ampliando as oportunidades para pessoas com deficiência visual.

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Como será a sala de aula na era da inteligência artificial? https://adventista.adv.br/como-sera-a-sala-de-aula-na-era-da-inteligencia-artificial/ https://adventista.adv.br/como-sera-a-sala-de-aula-na-era-da-inteligencia-artificial/#respond Fri, 29 Aug 2025 15:55:32 +0000 https://adventista.adv.br/?p=3143 A inteligência artificial (IA) já se consolidou como uma tecnologia com potencial transformador semelhante à prensa de Gutenberg, à eletricidade ou à internet. No campo da educação, seu impacto promete ir além: vai reinventar radicalmente a forma de aprender e ensinar.

Espaços colaborativos em lugar das carteiras tradicionais

Em vez da clássica fileira de carteiras voltadas ao professor, o modelo ideal para 2030 é formado por mesas de trabalho em grupo. Esse ambiente reflete o cenário real de trabalho: equipes diversas, que trabalham juntas mesmo sem se conhecerem bem. O convívio com essas diferenças será um diferencial profissional valorizado no futuro.

O valor do “human in the loop”

Apesar da facilidade de gerar conteúdo com a IA, ela não substitui a compreensão crítica. O aprendizado tradicional, como matemática, literatura e técnicas de escrita, continua essencial para analisar e contextualizar o que as ferramentas geram. É o raciocínio humano que valida, questiona e aprimora essas produções. As aulas não vão desaparecer — elas precisam de tempo para que os alunos possam digerir e entender o valor dessas ferramentas.

Aprender exige esforço — mesmo com IA

Usar IA não elimina o esforço de aprender. Ainda haverá a necessidade de práticas tradicionais: sentar, escrever, debater, fazer exercícios e refletir. A IA será uma aliada, não uma substituta do tempo e da disciplina no processo educacional.

Avaliações voltadas a evidências e projetos

Com a IA tornando mais fácil obter textos prontos, a avaliação deve evoluir para valorizar relatórios compilados com a ajuda da tecnologia, mas que exigem a compreensão completa: fases do projeto, cálculos, reflexões e justificativas. A ênfase migra para como o estudante chegou ao resultado, mais do que o resultado em si.

Cuidado com desigualdades

Enquanto a IA se dissemina rapidamente, a falta de infraestrutura escolar — como acesso à internet — pode ampliar desigualdades. Instituições sem os recursos adequados podem ficar muito atrás, nesse cenário em que a tecnologia avança de forma acelerada.

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Universidade Adventista de Palawan é inaugurada oficialmente nas Filipinas https://adventista.adv.br/universidade-adventista-de-palawan-e-inaugurada-oficialmente-nas-filipinas/ https://adventista.adv.br/universidade-adventista-de-palawan-e-inaugurada-oficialmente-nas-filipinas/#respond Fri, 29 Aug 2025 15:21:22 +0000 https://adventista.adv.br/?p=3127 Nos dias 2 e 3 de agosto de 2025, foi celebrada a inauguração oficial da Universidade Adventista de Palawan (ACP), marco histórico para a educação adventista na região. A cerimônia, realizada em Tacras, Narra, contou com a participação de líderes acadêmicos, membros da Comissão de Ensino Superior (CHED), representantes do Departamento de Educação (DepEd), autoridades locais e figuras ligadas à missão adventista. Para muitos dos ex-alunos, professores e funcionários, foi um momento de grande emoção ao ver o sonho antigo tornar-se realidade.

A ACP é fruto de um projeto que remonta à inauguração da Palawan Adventist Academy (PAA) em 1967, com apenas 109 alunos. O progresso culminou com a aprovação em 2023 para sua elevação ao nível de faculdade, seguida por uma inspeção formal em fevereiro de 2025 e um cronograma de edificações e expansão do campus.

O campus, com 56 hectares em Narra, agora oferece cursos de Bacharelado em Teologia, Bacharelado em Educação Infantil e Bacharelado em Serviço Social, com previsão de atender aproximadamente 78 estudantes em sua primeira turma.

Líderes da comunidade adventista enfatizaram que a universidade será mais do que um centro de ensino: será um símbolo de esperança, luz e formação integral — capacitando os alunos para servir com amor, integridade, fé e excelência. A instalação de novos membros na governança acadêmica e celebrações espirituais reforçaram esse propósito.


Fonte: Redes oficiais da Igreja Adventista — “Universidade Adventista de Palawan é oficialmente inaugurada nas Filipinas” (2–3 de agosto de 2025)

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Igreja Adventista mobiliza campanha contra os perigos da internet em nove países sul-americanos https://adventista.adv.br/igreja-adventista-mobiliza-campanha-contra-os-perigos-da-internet-em-nove-paises-sul-americanos/ https://adventista.adv.br/igreja-adventista-mobiliza-campanha-contra-os-perigos-da-internet-em-nove-paises-sul-americanos/#respond Sat, 23 Aug 2025 21:11:29 +0000 https://adventista.adv.br/?p=3064 A Igreja Adventista do Sétimo Dia promove, em 23 de agosto, uma mobilização importante em oito países da América do Sul — incluindo o Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai — com o propósito de alertar a população sobre os riscos presentes no ambiente digital. A iniciativa acontece sob o tema violência digital, integrado à campanha anual Quebrando o Silêncio, direcionada ao cuidado, à proteção e ao acolhimento de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

Em Mogi Mirim (SP), por exemplo, as seis congregações locais da Igreja Adventista organizaram uma passeata pelo centro da cidade, passando por pontos estratégicos como a Praça Rui Barbosa, a rua Conde de Parnaíba e o Espaço Cidadão — ação que contou com a distribuição de folhetos e a divulgação do tema em praça pública.

Além da passeata, a campanha disponibiliza diversos recursos de apoio educativo — como revistas digitais para todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos), áudio livros, vídeos, posters e folhetos preparados por especialistas — todos voltados à prevenção da violência digital e com orientações práticas para vítimas e familiares.

Jeanete Lima, pedagoga e coordenadora regional do Quebrando o Silêncio para a América do Sul, enfatiza a urgência da iniciativa: a internet faz parte da nossa vida, mas não é um recinto neutro. Segundo ela, abordar essa temática é uma ação de responsabilidade e cuidado: “Falar sobre a violência no mundo virtual é um ato de amor”, diz a educadora.


Fonte: Zatum – “Igreja Adventista do Sétimo Dia realiza campanha de alerta sobre os perigos da internet” (22 de agosto de 2025)

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Inteligência Artificial na Educação: ferramenta de apoio, não protagonista https://adventista.adv.br/inteligencia-artificial-na-educacao-ferramenta-de-apoio-nao-protagonista/ https://adventista.adv.br/inteligencia-artificial-na-educacao-ferramenta-de-apoio-nao-protagonista/#respond Sun, 17 Aug 2025 12:49:00 +0000 https://adventista.adv.br/?p=2979 Longe de substituir professores e estudantes, especialistas reforçam que a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de apoio ao ensino, e não como sujeito central do processo de aprendizagem.

Experiências que já mostram resultados

No Espírito Santo, uma rede pública de ensino já vem testando recursos de IA em sala de aula, principalmente para estimular a escrita dos estudantes. Os resultados apontam para ganhos concretos na aprendizagem, especialmente quando a tecnologia é aplicada de forma planejada e alinhada às metodologias pedagógicas já existentes.

Essas experiências reforçam a ideia de que a IA pode se tornar um aliado estratégico para professores, oferecendo ferramentas que permitem acompanhar o desempenho dos alunos, sugerir atividades personalizadas e reduzir tarefas burocráticas, liberando mais tempo para a mediação humana.

Professores no centro do processo

A mensagem central é clara: a inteligência artificial não pode substituir o papel do educador. Cabe ao professor a função insubstituível de orientar, contextualizar e formar integralmente os alunos — algo que nenhuma tecnologia consegue replicar.

Quando utilizada corretamente, a IA amplia as possibilidades de interação em sala de aula, tornando o processo de ensino mais dinâmico, inclusivo e personalizado. Porém, para alcançar esse potencial, é necessário investimento em formação docente e políticas públicas que preparem a escola para essa integração tecnológica.

Humanização como prioridade

Se por um lado a inteligência artificial oferece novas formas de aprendizado, por outro, ela nunca deve assumir a centralidade do processo educativo. O objetivo é que a tecnologia contribua para uma escola mais conectada com os desafios do século XXI, mas sem abrir mão da humanização, do senso crítico e do desenvolvimento integral dos estudantes.

Assim, o debate sobre IA na educação deve deixar de lado o pânico e adotar uma visão de preparo, equilíbrio e responsabilidade — transformando a tecnologia em parceira da formação cidadã.

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Campanha “Quebrando o Silêncio 2025” alerta para os riscos da violência digital https://adventista.adv.br/campanha-quebrando-o-silencio-2025-alerta-para-os-riscos-da-violencia-digital/ https://adventista.adv.br/campanha-quebrando-o-silencio-2025-alerta-para-os-riscos-da-violencia-digital/#respond Wed, 13 Aug 2025 17:33:38 +0000 https://adventista.adv.br/?p=2890 A nova edição da iniciativa Quebrando o Silêncio, promovida pela Igreja Adventista, está voltada para qualificar a sociedade sobre os perigos que rondam o ambiente virtual — como ciberbullying e fake news — e destacar a necessidade de supervisão, proteção e acolhimento no mundo digital. A campanha chega em um momento em que vítimas de todas as idades — crianças, jovens e adultos — enfrentam agressões online que muitas vezes acontecem de forma silenciosa e dolorosa.

No dia 23 de agosto, ações conscientizadoras serão realizadas simultaneamente em oito países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. A proposta é sensibilizar famílias, escolas e comunidades sobre como reconhecer os sinais de violência na internet e as formas de prevenção.

A educadora e coordenadora regional do projeto, Jeanete Lima, reforça que a internet faz parte do cotidiano de todos — e que, por isso, não pode ser vista como um ambiente neutro. “Muita da nossa vida está no mundo virtual… esse não é um terreno neutro. Trabalhar esse tema é alertar as famílias, cuidar das crianças e adolescentes mais vulneráveis”, afirmou.

Ao eleger o universo digital como foco principal da campanha, “Quebrando o Silêncio 2025” reforça que falar sobre comportamentos abusivos online é tanto um ato de responsabilidade quanto de amor — sobretudo com as novas gerações. O programa visa utilizar os benefícios da internet de forma consciente, segura e com limites.

O projeto educativo “Quebrando o Silêncio” é realizado anualmente, sempre com um tema diferente, e oferece materiais específicos para públicos variados — desde crianças até adultos. O ápice da campanha ocorre no “Dia D”, que acontece todo quarto sábado de agosto, com ações realizadas em ruas, escolas e instituições ao longo do ano.


Fonte: Pleno.News – “Campanha combate violência no ambiente digital e estimula conscientização” (12 de agosto de 2025)

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Legislação que Garante Educação Inclusiva para Pessoas com Autismo https://adventista.adv.br/legislacao-que-garante-educacao-inclusiva-para-pessoas-com-autismo/ https://adventista.adv.br/legislacao-que-garante-educacao-inclusiva-para-pessoas-com-autismo/#respond Tue, 12 Aug 2025 00:27:07 +0000 https://adventista.adv.br/?p=2855 No Brasil, avanços legais têm reforçado o direito à educação inclusiva para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), garantindo que elas tenham acesso completo ao sistema educacional em condições de igualdade.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) assegura que pessoas autistas, reconhecidas como titulares de deficiência, recebam educação inclusiva em todas as escolas. As instituições devem adaptar suas metodologias para atender essa demanda, garantindo acesso pleno ao ensino.

Além disso, a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Essa norma proíbe escolas de recusarem matrícula, formarem listas de espera ou aplicarem cotas para estudantes com autismo. A legislação também exige a presença de um acompanhante especializado quando necessário, especialmente na primeira infância, oferecendo apoio sensorial e emocional nas salas de aula.

Um direito fundamental assegurado aos estudantes com TEA é o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse tipo de suporte visa desenvolver suas potencialidades e promover autonomia. As escolas devem fornecer adaptações curriculares e materiais diferenciados, além de contar com o Plano de Ensino Individualizado (PEI), construído com a participação familiar e de profissionais, a fim de promover um ensino realmente personalizado e eficaz.

Dados revelam que a presença de alunos com deficiência nas instituições de ensino avançou de 23% em 2003 para 81% em 2015. Isso aponta para uma evolução significativa, ainda que seja necessário um esforço contínuo para que a inclusão seja de fato transformadora. Para manter esse crescimento, é fundamental consolidar ações como comunicação clara, desenvolvimento de habilidades sociais e apoio dedicado de equipes capacitadas. Terra


Fonte: Terra – “Conheça as leis de educação em defesa de pessoas com autismo” (10 de agosto de 2025)

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Professor GPT — Quando o aluno terceiriza o pensamento https://adventista.adv.br/professor-gpt-quando-o-aluno-terceiriza-o-pensamento/ https://adventista.adv.br/professor-gpt-quando-o-aluno-terceiriza-o-pensamento/#respond Sun, 10 Aug 2025 20:30:27 +0000 https://adventista.adv.br/?p=2745 Nos últimos anos, especialmente após a popularização da Inteligência Artificial (IA), um fenômeno curioso tem se intensificado nas salas de aula: estudantes que se dirigem ao professor com perguntas diretas como “Como resolve esse exercício?”, sem ao menos tentar compreender ou iniciar o processo de resolução por conta própria. É como se o educador fosse um “ChatGPT humano” pronto para dar respostas instantâneas, sem exigir esforço ou reflexão por parte do aprendiz.

Essa postura revela uma mudança significativa no comportamento estudantil. A facilidade de acesso à informação — seja por assistentes virtuais, tutoriais no YouTube ou plataformas educacionais — criou um ambiente em que a solução está a um clique de distância. Se antes os alunos se esforçavam para entender um problema, testando hipóteses, rabiscando tentativas e errando no caminho, hoje muitos preferem pular diretamente para a resposta pronta.

O problema não está no uso da tecnologia em si, mas na forma como ela está moldando as expectativas e hábitos de aprendizagem. A habilidade de resolver problemas, de pensar criticamente e de persistir diante de dificuldades é construída exatamente no momento do esforço, do erro e da revisão. Quando esse processo é eliminado, perde-se a oportunidade de desenvolver competências essenciais para a vida acadêmica e profissional.

No papel de “Professor GPT”, o educador se vê diante de um dilema: se simplesmente fornece a resposta, reforça a dependência e a passividade; se insiste para que o aluno tente antes, pode enfrentar resistência, desmotivação ou até reclamações. Esse cenário exige novas estratégias pedagógicas que conciliem o acesso rápido à informação com a valorização do raciocínio próprio.

Uma abordagem possível é transformar a pergunta “Como resolve esse exercício?” em um convite à reflexão:

  • “O que você já tentou fazer até agora?”
  • “Quais dados do enunciado você acha que são importantes?”
  • “Se fosse explicar para um colega, como começaria?”

Assim, o professor deixa de ser apenas um provedor de respostas e passa a atuar como facilitador do processo cognitivo. A meta não é negar ajuda, mas conduzir o aluno a participar ativamente da construção da solução.

Outra estratégia é propor atividades que incentivem a resolução colaborativa e a exploração de múltiplos caminhos para chegar a um resultado. Isso estimula a troca de ideias e mostra que pensar dá trabalho, mas também recompensa — seja pela compreensão alcançada, seja pela autonomia conquistada.

O “Professor GPT” não precisa competir com a IA, mas sim ensiná-la a ser usada de forma inteligente. A tecnologia pode apoiar o aprendizado, mas jamais substituirá o esforço humano de pensar, interpretar e criar. Afinal, educar não é apenas informar, é formar mentes capazes de buscar e aplicar o conhecimento de maneira crítica e independente.

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(IA)gora, profe? — O uso consciente da Inteligência Artificial no ensino é o verdadeiro desafio https://adventista.adv.br/iagora-profe-o-uso-consciente-da-inteligencia-artificial-no-ensino-e-o-verdadeiro-desafio/ https://adventista.adv.br/iagora-profe-o-uso-consciente-da-inteligencia-artificial-no-ensino-e-o-verdadeiro-desafio/#respond Sun, 10 Aug 2025 20:09:09 +0000 https://adventista.adv.br/?p=2742 A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa futurista para se tornar uma realidade presente nas salas de aula. Ferramentas que antes eram restritas ao universo acadêmico e tecnológico agora estão disponíveis em celulares, tablets e computadores de estudantes e professores. Com elas, é possível criar planos de aula mais dinâmicos, desenvolver materiais personalizados, automatizar tarefas administrativas e até mesmo oferecer feedback imediato para atividades. No entanto, junto a essa revolução tecnológica surge um desafio igualmente importante: garantir que o uso da IA seja intencional, crítico e alinhado aos objetivos pedagógicos.

O simples fato de ter acesso a tecnologias avançadas não garante uma melhoria na qualidade da educação. Sem critérios claros, a IA pode se transformar em apenas mais uma moda passageira, ocupando tempo e espaço sem promover uma aprendizagem significativa. É preciso evitar que ela seja utilizada de forma mecânica, como um atalho para reduzir esforços, mas sim como um recurso que amplie a capacidade de análise, criatividade e resolução de problemas dos estudantes.

Nesse contexto, o papel do professor é insubstituível. Mais do que nunca, o educador precisa atuar como mediador, orientando o estudante a compreender que a IA é uma ferramenta — poderosa, sim — mas que não substitui o pensamento humano. A tecnologia pode gerar respostas rápidas, mas não necessariamente respostas críticas ou contextualizadas. Cabe ao professor incentivar questionamentos como: “Essa informação é confiável?”, “Quais fontes foram usadas?”, “Como posso validar esse dado?”. Esse exercício é fundamental para desenvolver a competência de análise crítica, especialmente em um mundo onde a informação circula em velocidade recorde.

Outro ponto de atenção é o risco da homogeneização do pensamento. Se todos utilizarem a IA de forma passiva, aceitando suas respostas sem reflexão, teremos um cenário de produção intelectual empobrecida, em que a originalidade e a argumentação fundamentada se perdem. Por isso, a IA deve ser integrada a metodologias ativas de ensino, nas quais o aluno seja protagonista e utilize a tecnologia para investigar, criar e propor soluções próprias.

Além disso, a formação continuada dos professores é essencial. Não basta oferecer a eles o acesso à IA; é preciso capacitá-los para compreender as possibilidades e limitações dessa tecnologia. Isso inclui conhecer princípios éticos de uso, entender como funcionam os algoritmos, estar atento a vieses e reconhecer quando a IA pode reforçar estereótipos ou transmitir informações equivocadas.

No fim das contas, a pergunta “(IA)gora, profe?” não é sobre quando usar a Inteligência Artificial, mas sobre como usá-la de forma a enriquecer a experiência de aprendizagem. A tecnologia, sozinha, não transforma a educação. O que faz a diferença é a maneira como ela é aplicada, sempre com intencionalidade pedagógica e compromisso com o desenvolvimento integral do estudante.

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