Aprender a dizer “não”: um ato de cuidado essencial na vida real e online

Aprender a dizer “não”: um ato de cuidado essencial na vida real e online

A professora e pedagoga Roberta Guimarães, diretora do Colégio Adventista Taquaral-Campinas, lança mão de sua vasta experiência — mais de duas décadas em educação — para abordar um tema cada vez mais urgente: a necessidade dos adultos educarem seus filhos a lidar com frustrações, dizendo "não" quando necessário, tanto no mundo físico quanto no virtual.

A professora e pedagoga Roberta Guimarães, diretora do Colégio Adventista Taquaral-Campinas, lança mão de sua vasta experiência — mais de duas décadas em educação — para abordar um tema cada vez mais urgente: a necessidade dos adultos educarem seus filhos a lidar com frustrações, dizendo “não” quando necessário, tanto no mundo físico quanto no virtual.

Infância além da tela

Roberta ressalta que crianças em idade pré-escolar deveriam estar imersas em brincadeiras presenciais, explorando texturas, sabores e interações com outros pequenos da mesma faixa etária — experiências fundamentais para o desenvolvimento. No entanto, a realidade mostra que muitas crianças dessa faixa já estão expostas a telas, um fenômeno precoce e preocupante.

Uso monitorado para crianças em idade escolar

Para alunos do ensino fundamental, o acesso à tecnologia pode até ser benéfico, desde que sempre mediado por adultos — seja pai, mãe, cuidador ou professor. É fundamental estabelecer limites claros quanto à duração e ao tipo de conteúdo permitido, garantindo que o uso digital contribua para o aprendizado e não o torne uma fuga prematura da realidade.

Cyberbullying: um inimigo silencioso

O crescimento alarmante de casos de cyberbullying destaca a necessidade de uma atuação conjunta entre família, escola, sociedade e poder público. Crianças e adolescentes, muitas vezes despreparados, são expostos a ataques digitais que têm impacto profundo e duradouro. Roberta ressalta que conversas abertas, acolhedoras e informadas são ferramentas essenciais para ajudar os jovens a enfrentar essas situações.

Limites como expressão de afeto e educação

A autora defende que impor limites — ainda que gere frustração — é um ato profundamente amoroso. Dizer “não” guia, ensina e prepara para o mundo real. Ensinar que nem todas as vontades podem ser satisfeitas é formar pessoas com autonomia, responsabilidade e consciência das próprias ações, contribuindo para uma sociedade mais madura e equilibrada.

Reflexo no mundo digital e além

Com o avanço da inteligência artificial e da tecnologia, os desafios se multiplicam. Mas a solução não está em rejeitar tais inovações — e sim em promover seu uso ético e consciente. Ensinar a dizer “não” ajuda os jovens a navegar com discernimento, entender seus limites e desenvolver um senso crítico que os acompanhará pelo resto da vida.


Fonte: Roberta Guimarães, professora, pedagoga e diretora do Colégio Adventista Taquaral-Campinas, em artigo de opinião publicado no portal Hora Campinas (7 de setembro de 2025)

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